Nos últimos dias, várias entidades locais e operacionais de proteção civil têm alertado para a ausência de meios aéreos de combate a incêndios no concelho de Santa Comba Dão, após o desvio de um dos meios anteriormente afeto à região para o distrito de Portalegre.
Nos últimos dias, várias entidades locais e operacionais de proteção civil têm alertado para a ausência de meios aéreos de combate a incêndios no concelho de Santa Comba Dão, após o desvio de um dos meios anteriormente afeto à região para o distrito de Portalegre.
Este afastamento compromete a capacidade de resposta em primeira intervenção aérea numa zona de grande vulnerabilidade, inserida numa região fortemente florestada, com histórico de incêndios devastadores, como é o caso da região de Viseu e do Centro do país.
Acresce que estamos em período crítico de risco de incêndio rural, o que exige máxima prontidão dos dispositivos territoriais e aéreos. A decisão de deslocação deste meio levanta preocupações legítimas quanto à equidade na cobertura operacional, à capacidade de resposta rápida nas fases iniciais dos incêndios — fator muitas vezes determinante no seu controlo — e à segurança das populações.
Neste contexto, perguntamos:
- Confirma o Governo o desvio de meios aéreos de combate a incêndios que estavam alocados a Santa Comba Dão para o distrito de Portalegre?
- Quais os critérios que justificaram essa decisão, tendo em conta o risco elevado de incêndio na região Centro e a vulnerabilidade do território?
- Que meios alternativos, terrestres ou aéreos, estão atualmente disponíveis para assegurar uma resposta eficaz no concelho de Santa Comba Dão e nos concelhos limítrofes?
- O Governo tenciona repor, com urgência, um meio aéreo permanente nesta zona do distrito de Viseu, garantindo uma cobertura territorial equilibrada?
- Como avalia o Governo o impacto desta decisão na confiança e na segurança das populações e dos operacionais de proteção civil da região?
Os deputados,
Elza Pais
Armando Mourisco